Eu e a literatura sentamos. Cada uma em uma cadeira; cada olhar em uma face, a perscrutar segredos ocultos do universo do outro. Nada dissemos, pois não havia nada no vento a se capturar. Não nos tocamos, a distância era demasiado longa. Somente nos despimos, como velhos amantes e seguimos, cada uma para o seu canto da mente.
Gostei muito!
ResponderExcluirBons escritores apenas escrevem. Escritores excepcionais fazem isso: colorem com palavras qualquer coisa, mesmo que seja tinta de tons de cinza.
ResponderExcluirNossa, que bonito isso.
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