quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Mais uma dose, é claro que eu tô afim

       Sempre quis escrever um manifesto. Não ser dessas pessoas que seguem um modelo, mas ser aquele que cria o modelo. Isso não tem nada a ver com o que eu quero abordar hoje e a vantagem de ser o administrador de um blog é que você pode apagar os posts antigos e não ter de explicá-los.
       O fato é que aqui estamos. Quero um lugar para abordar idéias, cansei de colocar textinhos esparsos. Seria muito exaustivo criar um blog novo. então estou tentando tornar esse lugar aqui mais dinâmico. 
       Noto que as pessoas que estão produzindo arte no mundo de hoje, os iniciantes, eu digo, estão como que envolvidos por um ovo, uma produção fragmentada, não existem mais os encontros e diálogos que hoje nos parecem tão charmosos entre escritores ou pintores para discutir arte. Hoje não se discute arte, estamos fechados em nossos diários, nossos blogs individuais, temos medo ou inveja de se entregar a uma experiência de autodefinição, esperando ser aprovados por editoras ou não. Aliás, é nisso que tem se baseado a produção artística, na aceitação ou não-aceitação, o que é pobre e fútil e redundante. Estamos ligados virtualmente com pessoas fantásticas de outros estados e outros países, escrevendo coisas maravilhosas, mas ainda permanecemos entrincheirados, remoendo nossos próprios ossos como se pudéssemos moldar carne nova com nossos dentes gastos.
      Proponho então uma reunião e, como a internet não é sujeita ao tempo, que ela se dê sempre e em algum lugar. E que exista a troca, a real TROCA. Porque é extremamente desgastante elogiar tudo.





Esse texto é dedicado à Nádia C., não importa o quão distante ela esteja.

6 Cortes Letais:

  1. AI QUE LINDA, VOCÊ. Sim, por dentro estou gritando, já que seria motivo de um 'que foi menina?' da minha mãe, se eu tivesse realmente gritado. Eu comecei a ler sem nem pensar que seria pra mim e acabei pensando 'nossa como tem a ver com nossa conversa no telefone' haha mesmo não termos falado exatamente sobre isso, mas por você ter me ligado pra que ficamos mais próximas e pela a ideia de você vir aqui também. É, verdade, estamos fechados, eu estou bastante, confesso, tenho muito medo de mostrar, apesar de um blog ser algo muito mais expositivo do que eu conversar diretamente com alguém sobre a minha imensa vontade de ser uma artista e o quão distante e ilusório isso me parece, falar disso em um blog trás a ilusão de que ninguém vai ler, ou se alguém lê, pelo menos não está a olhar para nós...

    Ah, que você venha logo *-*

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  2. ow, obriga pelo seu comentário, essa parte da lapidação é que eu não tenho paciência, fico pensando que meus ídolos já nasceram lapidados e se eu não sou assim, nunca serei boa como quero. Eu posto o que escrevo e claro que gosto um pouco, mas no fundo estou no bem 'ah, é ruim mesmo, eu nem ligo'. Enfim, sou inocente mesmo, uma criança mimada até haha, por achar essas coisas e por não ter paciência...

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  3. Estou MUITO contente em lê-la de novo! É muito bom!

    Também me "reconheci" aí no texto. Minha bolha-blog está para estourar. Precisa estourar.

    Há muito tempo, havia aqui, em Curitiba, a Feira do Poeta, um casebre antigo e charmoso no Centro Histórico que reunia vários e variados artistas, simplesmente para "trocar figurinhas" e bater papo (havia até uma máquina de tipografia!). Infelizmente, a Feira foi desativada, dando lugar a um módulo da Guarda Municipal...

    E neste tempo, que vemos nascer a Web 3.0, a turma isola-se como "nunca antes na história desse país". Eu tenho uma proposta, ainda em estudo, para reativar a Feira em Curitiba e, com as ferramentas interativas da Internet (webcam, twitcam, chat, msn, sinais de fumaça...), levá-la a artistas em outras terras, outros ciberespaços.

    Vamos pra feira? Aliás, um Campus Party de artistas não seria uma má ideia.

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  4. Ôba, ela de volta!!!!!!!!!!

    a escritora de todos os tempos , agora , aqui , no sonho contemporâneo!!!!!!!

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  5. bota a cadeira e a mesa na praça, dona, junta a legião que a gente vai. não que eu me ache lá muito erudita, ou que possa dizer que entendo de arte ou o quê. mas acho tão lindo quando ouço falar dela, de quem entende (é que em certas vozes tudo vira poesia - a sua por exemplo. não sei se é o tom ou o sarcasmo ou a inspiração que vai por trás, mas é tão gostoso de escutar).
    essa coisa de blog é muito botar pra fora, tirar do peito. acho que são poucos o que vem com a pretensão de fazer arte (ou talvez eu esteja sendo boba, e sejam muitos), mas se for arte, ora pois, vamos dividir. acho lindo. super válido.

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